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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Tempo zerado.

As flores do jardim da nossa casa

Branco...
e em branco, o futuro nos pertence.
Domínio do nada.
Lidar com o medo,
e a idéia do tempo.
E a presunção de se ter algo que não nos pertence.
O branco das roupas
Vidas zeradas,
e recomeçadas
com os fogos ao vento.

Episódio dedicado ao: Recomeçar de um novo ano.


domingo, 28 de dezembro de 2014

Olha, a saia dela!

Sesc/ Santos/Verão/dezembro/2014


Olha...
Olha que graça,
A graça da bailarina,
Olha a saia plissada dela...
Bailarina de pé no chão,
Talvez de comando no coração...
e rouba qualquer atenção.
(Cristiane Lima)

sábado, 17 de março de 2012

A caixa...

Imagem Cristiane Lima



Crianças brincavam á minha frente
corriam e sorriam em sincronia pertencentes só a elas...
e sua alegria constante e de riso sempre presente
Talvez ao sol pertencia
pois ele, estava ameno entre os coloridos
E imagem perfeita se fez
Chegava enfim, o final de mais um verão
E toda essa alegria que se fez
tentei guardar além da memória,
Guardei em caixa
E pra presente.
                                        ( Cristiane Lima)

Episódio dedicado: Os presentes de um passado.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Quisera eu...

                                                                          Foto: R de Rien



                                         Quisera eu, ter o coração tomado assim...
                                         Pelo amor.


Episódio dedicado: á um coração vazio.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Um grito

                                Esse vazio que traz o silêncio desgasta,
                                E dizem que o silêncio reequilibra,
                                Como, se alma grita?
                                                          Cris Lima


Episódio dedicado á: súplica.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Sobre o mar? Sempre há o que dizer, e o que escutar!

 Mar - íntimo

A vida, meu Deus, poderia se resumir a um belo dia de Sol.
Mar. Areia quente. Pensamentos indo e vindo. Uma paz sem tamanho.
Coração ao vento. A verdade é que o bom é sempre simples.
Saúde para sorrir. Confidências. Um olhar que diz tudo. Sonhos.

Esperança.
Se a paz tivesse uma cor, teria a cor do céu de hoje.
Azul. Assim como as palavras. Como o desejo. E o infinito.
Alguém me responde: qual o maior mistério do mundo?

O coração de uma mulher ou o mar?
Vai e vem. Vem e vai. Correntes. Tempestades. Calmarias.
Chego a uma conclusão natural (quase infantil):
o mar é feminino.
                                              Fernanda Mello




Episódio dedicado aos desejos.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Pertencer á você? Quem me dera...

"Quadrilha"

Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
                                              ( Carlos Drummond de Andrade)




É... a vida é assim, talvez descrita com a simplicidade, envolvendo sentimentos que muitas das vezes não são tão simples de administrar.
Envolvendo questões que nem sempre sabemos responder...
-Porque mesmo não querendo, e nem se permitindo você encontar alguém e quando vê, ela não sai da sua cabeça?
- Porque se gosta de alguém, que em um dia normal nem seria notado?
-Porque gestos pequenos, palavras discretas, conversas curtas, tempo contado, falta de atenção e consideração, mera educação, não é ofensa o bastante para esquecer?
Ninguém nasce pro masoquismo, mas a paixão, o amor e a decorrência desses sentimentos nos torna essa criatura aparentemente inerte á essas covardias praticadas.
Avaliando... que, peça nada boa, é essa, que esses sentimentos pregam na gente! Há quem sobreviva á isso se esquivando deles pra não sofrer... e para os que já sofreram e sofrem carregam consigo a marca de um amanha, que, por escolha pode ser melhor ou pior do que foi!
Não há o que fazer contra um suposto inimigo mais forte que você...e algumas teorias, até existem pra amenizar o sofrimento desse contato, só se cura um amor com outro... não bastando, continue doente!
Na verdade é como se estivesse doente, independe de você, e também do outro, pois quando não acontece ninguém é culpado... sempre um fica com a parte pior, geralmente torcemos pra que não seja a gente, rs...
Mas o que não pode faltar nessa história toda, é respeito, coragem, e fé no que cansamos de saber, de tanto ouvir dos que nos querem bem, que em algum lugar deste mundo, tem um alguém que se prepara pra ser seu! Seu companheiro, seu parceiro, seu amigo, seu amor, seu sex appell, seu desejo constante,  a melhor companhia, a mais divertida, a mais admirada e talvez a mais amada!
Pois como diz Carlos Drummond de Andrade " Que nem tinha entrado na história."
Contando, que nem tudo esta perdido....


                    ( Episódio dedicado á Erika Quatroni estrela
                                                                   de luz própria!)

Faltou a vela...



Barco Para A Afurada
( Pedro Abrunhosa)

Leva homens, poetas
E gente encantada,
Trocam beijos, piropos
Pedaços de nada.
Na margem espera
A pressa do dia,
Ficam presas em terra
As vidas vazias.

Atravessam soldados, amantes,
E velhos distantes
E loucos contentes,
Meninas de lábios cortantes
E olhares provocantes
Seduzem correntes.

Rasga o silêncio da estrada
Rio madrugada,
D’ouro, marfim.
O Barco para a Afurada
Cidade cansada
Tão longe de mim.

Rezam padres discretos, selectos
E amores inquietos
Navegam o rio,
Mulheres de futuro cansado
Murmuram um fado,
Enganam o frio.

Sob a sombra da ponte,
Que é a sombra do mundo,
Cada onda é um canto
De um dia profundo,
E o piloto conduz
Mais do que as gentes que leva,
São os sonhos que estã
Ancorados em terra.


Refrão
Tocam-se valsas
E roçam as calças
Por entre dois passos de dança,
Despertam amores,
Esquecem-se as dores
Que o desejo ardente não cansa.


E solta-se o mar
A reboque dos sinos,
São os homens que o barco
Faz de novo meninos,
E acordam poema
Libertos na voz,
Descobrem apenas
Que não estão sós.

Refrão
... Barco que trago no peito,
Meu sonho desfeito,
Espera por mim.

(Episódio dedicado á Eduardo Vela
  Que sabe tão pouco ... do muito que causa!)