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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Tempo zerado.

As flores do jardim da nossa casa

Branco...
e em branco, o futuro nos pertence.
Domínio do nada.
Lidar com o medo,
e a idéia do tempo.
E a presunção de se ter algo que não nos pertence.
O branco das roupas
Vidas zeradas,
e recomeçadas
com os fogos ao vento.

Episódio dedicado ao: Recomeçar de um novo ano.


segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Outro dia,

                                                          Perseverança

"Jogo a minha rede no mar da vida e às vezes, quando a recolho, descubro que ela retorna vazia. Não há como não me entristecer e não há como desistir. Deixo a lágrima correr, vinda das ondas que me renovam, por dentro, em silêncio: dor que não verte, envenena. O coração marejado, arrumo, como posso, os meus sentimentos. Passo a limpo os meus sonhos. Ajeito, da melhor forma que sei, a força que me move. Guardo a minha rede e deixo o dia dormir.

Com toda a tristeza pelas redes que voltam vazias, sou corajosa o bastante para não me acostumar com essa ideia. Se gente não fosse feita pra ser feliz, Deus não teria caprichado tanto nos detalhes. Perseverança não é somente acreditar na própria rede. Perseverança é não deixar de crer na capacidade de renovação das águas.

Hoje, o dia pode não ter sido bom, mas amanhã será outro mar. E eu estarei lá na beira da praia de novo. "
(Ana Jácomo)

Todo o resto é mero detalhe ah... essa janela!

Episódio dedicado: á 2014 em seus últimos dias.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

O velho Natal, novinho em folha!

                                     


  • Eu tive que reinventar novo jeito de comemorar o meu Natal
  • todo mundo tem o seu
  • E eu não tinha mais nenhum. 
  • Comecei do zero, começar do novo
  • Pensei... refleti e senti que algo poderia ficar,
  • Sim eu poderia ficar com algo do velho Natal
  • E isso se chamaria "excessão"
  • Ficaria eu...
  •  com uma única excessão, uma apenas.
  • Que resolvi preservar,
  • por amor.
  • Esse amor á nós mesmos que chamamos de "amor ao próximo".
  • No dia do Natal vemos o quanto a caridade é essencial aos nossos corações.
  • Nos traz paz, alegria e contentamento.
  • E tudo porque amamos o outro,
  •  E tudo porque marca-se neste dia,
  • a passagem de um menino que se fez homem,
  • Ensinando o verdadeiro sentido deste amor em nós,
  • nos deixou o presente eterno, de efeito emediato.
  • Luz da vida
  • Em vida
  • Em amor.
Episódio dedicado: Ao Natal 


terça-feira, 16 de setembro de 2014

Chegou você, você com amor.

Da chegada do amor

Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.
Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.

Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.
Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.

Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.
Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.
Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.
Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.

Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.
Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.
Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.
Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.
Sem senãos.
Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.
Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.
Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.

Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.
Sempre quis um amor não omisso
e que sua estórias me contasse.
Ah, eu sempre quis um amor que amasse. ( Elisa Lucinda )

Episódio dedicado: ao standy by que me traz as suas viagens.

domingo, 13 de julho de 2014

História...

É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas.
É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois?
Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes.
Tais momentos são meu segredo.
Houve o que se chama de comunhão perfeita.
Eu chamo isto de estado agudo de felicidade
                       (Pablo Neruda)

Episódio dedicado: ao reencontro

sábado, 27 de outubro de 2012

Entre o fogo e o amor... entre a vida e o fogo.

Mundo Grande
Carlos Drummond de Andrade

Nao, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo.
Por isso me grito,
por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:
preciso de todos.
Sim, meu coração é muito pequeno.
Só agora vejo que nele não cabem os homens.
Os homens estão cá fora, estão na rua.
A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava.
Mas também a rua não cabe todos os homens.
A rua é menor que o mundo.
O mundo é grande.
Tu sabes como é grande o mundo.
Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão.
Viste as diferentes cores dos homens.
as diferentes dores dos homens.
sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso
num só peito de homem... sem que elo estale.
Fecha os olhos e esquece.
Escuta a água nos vidros,
tão calma. Não anuncia nada.
Entretanto escorre nas mãos,
tão calma! vai’ inundando tudo...
Renascerão as cidades submersas?
Os homens submersos —— voltarão?
Meu coração não sabe.
Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.
Só agora descubro
como é triste ignorar certas coisas.
(Na solidão de invidíduo
desaprendi a linguagem
com que homens se comunicam.)
Outrora escutei os anjos,
as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.
Nunca escutei voz de gente.
Em verdade sou muito pobre.
Outrora viajei
países imaginários, fáceis de habitar.
ilhas sem problemas, não obstante exaustivas e convocando ao suicídio
Meus amigos foram às ilhas.
Ilhas perdem o homem.
Entretanto alguns se salvaram e
trouxeram a notícia
de que o mundo, o grande mundo está crescendo todos os dias,
entre o fogo e o amor.
Então, meu coração também pode crescer.
Entre o amor e o fogo,
entre a vida e o fogo,
meu coração cresce dez metros e explode.
— Ó vida futura! nós te criaremos

Episódio dedicado ao futuro.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O caminho.

Em cada detalhe deste caminho que eu escolhi,
A vida se faz canção...





Episódio dedicado ao sabor nos detalhes da vida.

terça-feira, 6 de março de 2012

Quando se é só? Sempre!

Imagem de Nico Serrano


Eu caminho por trilha que só anda um
Um, sozinho, com mente solítária
Eu ando num caminho
Onde os que se perderam não se acham
E os que se acham tornan-se perdidos
Eu ando num caminho onde os pés são o transporte
E a mente em viagem nunca descansa
Eu ando num caminho
Onde me leva pra estrada
A estrada do encontro com a saudade
Saudade das coisas perdidas
nos atalhos ...
E trago comigo a volta
Do caminho sem volta. 
(Cristiane Lima)


Episódio dedicado á ser só

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

29 de fevereiro...

" Tem dias que parece tudo estar fora do lugar, ou deslocado para lugar desconfortável o suficiente para fazer você desencaixado em uma vida que só encaixava na sua. " (Cristiane Lima)

Episódio dedicado á nem sempre...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

" Romance"


A vida 
Se coloca de forma,
Que nem toda fórmula
Nos traduz
O romance que induz
a descoberta da luz
Dentro de seus olhos.

(Cristiane Lima)

Episódio dedicado aos meus olhos em teus olhos

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Aqui...

Imagem da internet
Chove lá fora... mas eu nem ligo
Porque aqui...
bem aqui dentro
É noite estrelada!


Episódio dedicado ao encontro  


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Quase música...

Imagem Cristiane Lima



INCENSO FOSSE MÚSICA

isso de querer ser
exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além

                                

Episódio dedicado á descobertas 

domingo, 8 de janeiro de 2012

A muda

Imagem internet


Vem me ajudar a semear
O que hoje é muda...
Mas pode virar planta!
        (Cristiane Lima)


Episódio dedicado á tudo que se quer...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Saudade... sei lá de quê! Mas ainda saudade.


Imagem: Nathan Lima
            

O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!


                                                                                   (Florbela Espanca)


Episódio dedicado: a flor que não se cheira.
                                             

domingo, 25 de dezembro de 2011

Bom dia amor... feliz Natal!


Descobri que não sei fazer festa, desta festa que é o Natal...
Descobri que o sentido e pretesto para reunir a família muito provavelmente nem é levado tão á sério e nem é dado tanta consideração.
Descobri que é uma noite onde se acorda muitas vezes, e não porque quando em meio á essa confusão de ceia perto da meia noite e a euforia das crianças em verem o presente de Natal a família tenta se organizar exaustos, para descansar.
Descobri que o que eu mais gosto é quando meu filho acorda e eu digo: -Bom dia filho, feliz Natal! -
E ele me olha, em seu olhar infantil, que carrega algo que se perde com o tempo e me diz: -"Te amo".
E acabo de descobrir que talvez eu tenha tentado apreender á fazer festa por algum tempo mas de certo modo não tenha encontrado sentido em tudo isso.
E que muito provavelmente meu filho tente fazer isso no futuro, mesmo sem saber que eu tentei e com mais afinco depois que ele nasceu.
E aí descobri que nessa data há um simbolico nascimento do "amor" aquele amor que faz com que você alimente quem ama com o seu melhor e não bastando você o presenteia para ver sua alegria que se torna a sua e finalmente é encerrado e celado com o abraço.
-Huummm... e como isso é bom, porque se descobre que afeto, peito aberto e reencontro não é simbologia do Natal, é o Natal.


Episódio dedicado ao: Natal

domingo, 13 de novembro de 2011

Um caminho...



Não tente adivinhar o que as pessoas pensam a seu respeito.
Faça a sua parte, se doe sem medo.
O que importa mesmo é o que você é,
mesmo que outras pessoas não se importem.
Atitudes simples podem melhorar sua vida.
Não julgue para não ser julgado.
Um covarde é incapaz de demonstrar amor.
Isso é privilégio dos corajosos.
                                                 (Mahatma Gandhi)

Episódio da prática do amor na vida.

domingo, 6 de novembro de 2011

"Te quero."


Imagem Jamie Beck



 " Aquele bar nos espera, espera o nosso reencontro, espera a alegria do reencontro, a conversa  do reencontro e suas novidades ...
Mas há algo nesse reencontro que o tempo congelou e que  descongelará quando surgirem o toque, o abraço, transformando os beijos em muito desejo.
Desejo esse, reservado aos que se querem bem." (Cristiane Lima)



*Episódio dedicado á realidade

Eu escolho...

 Imagem Jamie Beck


Eu escolho

um homem

que não duvide

de minha coragem

que não

me acredite

inocente

que tenha

a coragem

de me tratar como

uma mulher.



Anaïs Nin

* episódio dedicado ao envolvimento.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

"Saudade"

                                                              foto internet


"O bom mesmo da vida quando estou com você,
    É sentir o momento suspenso no tempo."
                                                                             
                                                               (Cristiane Lima)
                                        

Episódio dedicado á saudade.

                                                               

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O que somos...

Foto internet

                            " Acreditar que fazemos o que esta ao nosso alcance
                               Traduz muito do que somos!"

                                                                                         (Cristiane Lima)

Episódio dedicado á: evolução