
Soneto XVII
Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.
Willian Shakespeare
O que eu penso quando leio coisas assim tão belas, é que há muita coisa pra ser resgatada de livros que eu ainda não li, há muito o que ler, a muito o que cavar.
ResponderExcluirE o melhor de tudo isso... algumas, compartilhar!
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